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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Um Violinista no Telhado


Ontem, quarta-feira, dia 18 de maio de 2011, assisti à pré-estreia de "Um Violinista no Telhado" no Teatro Oi Casa Grande.

O que vem das mãos da dupla Möeller/Botelho nós aprendemos a não temer. Só ansiar. Sempre que o anunciam o próximo trabalho, lá estou eu em busca de novidades; quase que diariamente. Saber que montariam "Um Violinista no Telhado" não foi diferente. Acompanhei cada informação, cada foto, cada boato, cada vídeo ... A data da estreia vinha chegando e meu coração batendo mais forte, ao ritmo da trilha de Jerry Bock e Sheldon Harnick.

Criei o hábito de me embeber da história de um musical antes de ir assistí-lo (até onde vão as minhas possibilidades, é claro): foi assim com Gypsy (ouvi as versões originais da Broadway, Londres e México, os revivals, assisti o filme com Rosalind Russel e o filme pra tv com Bette Midler, e por aí vai ...), com Nine (o filme de 2009) e tantos outros.
Com "Um Violinista ..." não poderia ser de outra maneira: reassisti o filme que já tinha assistido tantas vezes, busquei tudo o que pude sobre ele, li nos livros sobre a Broadway que tenho ... fui imergindo na belíssima história e na música que traz esse espetáculo.

E eis que sou abençoado por estar no lugar certo e na hora certa e ganho um ingresso para assistir à pré-estreia de "Um Violinista no Telhado". Ter a oportunidade de fazer parte da primeira plateia foi uma emoção à parte.

Pois bem, o que é José Mayer, gente? Como Tevye (seu personagem no musical) diz que vivendo na tradição o homem sabe quem é o que Deus espera que ele faça, Zé Mayer sabe quem é e o que o público espera que ele faça. O ator domina o palco e o público com toque de mestre. Somos o seu Deus e os seus fiéis. Inegável dizer que para o grande público a escolha dele para protagonista de um musical gerou surpresa. Mas que bela surpresa! Uma voz belíssima!

Soraya Ravenle compõe a sua Golda com uma verdade que nos faz amá-la e compreendê-la mesmo quando não concordamos com os seus posicionamentos. As meninas que fazem as três filhas mais velhas estão lindamente interpretadas por Rachel Rennhack, Malu Rodrigues (uma das vozes mais lindas do espetáculo) e Julia Bernat (que emociona com o seu olhar, vale a pena acompanhá-la em cena mesmo quando não faz parte da ação central).

Os outros atores (são mais de 40 em cena!) são de talento e profissionalismo indiscutível. Serei injusto com os outros mas irei destacar algumas alegrias particulares: Ada Chaseliov, Marya Bravo, Cristiana Pompeo e Kelzy Ecard. Mulheres que adoro ver no palco! E que show à parte é a cena do sonho de Tevye!!! Eu é que não me meto com Fruma Sarah ...

E para completar a fofolice da peça, que mimo o menino que fez o violinistinha!

Toda a equipe técnica está impecável: maquiagem, cenário, figurino, orquestra e efeitos especiais (UAU!).

As versões de Claudio Botelho traduzem todo o sentimento do espetáculo, em especial "Tradição", "Ah, Se Eu Fosse Rico", "O Sonho de Tevye", "Você Me Ama?", "Longe do Meu Lugar" e "Longe do Meu Lugar" ... ok ... todas, gente ... eu amo mesmo, fazer o quê?

A direção de Charles Möeller faz Anatevka parecer um lugar que todos conhecemos, mesmo que seja dentro de nós. E eu não queria mais sair de lá quando acabou. Lágrimas me acompanharam praticamente nas quase três horas de espetáculo. Passou tão rápido ... Mas meu trem partirá para essa vila muitas e muitas vezes. Voltarei à Anatevka quantas vezes eu puder!

Mas ... como nem tudo é perfeito, chegou a hora das ressalvas ... Fica a dica, produção do espetáculo: é ultra necessária a implantação de lenços de papel junto ao programa (que está lindo, aliás).

Mazel'Tov e corram para o teatro!

domingo, 10 de outubro de 2010

Das Rheingold (O Ouro do Reno) - MET 2010

PERFEIÇÃO. Não há outra palavra que melhor descreva a montagem de Robert Lepage de Das Rheingold para o Metropolitan Opera House, em Nova York.

Esta ópera de Richard Wagner é a primeira de uma tetralogia (o ciclo do Anel dos Nibelungos). Conheça mais sobre as 4 óperas aqui.

Lepage irá montar todo o ciclo dentro das temporadas 2010-2011 e 2011-2012 do MET. A sua montagem é um estrondo! O mais impressionante é a estrutura cenográfica do palco.


Muitos artistas foram prestigiar a estreia em Nova York:


O MET teve uma ideia genial: enquanto a ópera é montada no palco, ela está sendo simultaneamente reproduzida em qualidade HD para cinemas em 45 países. Foi assim que tive a oportunidade de assistir tamanha proeza cênica! Ainda teremos mais:


Aqui, Lepage e o a único James Levine (completando 40 anos no MET) agradecendo os aplausos depois da estreia:


Está imperdível, não????

Que tal conhecer um pouco da música de Wagner nesta ópera? Veja abaixo uma condensação da ópera em forma de desenho animado. Aqui está sendo cantada em inglês:

terça-feira, 9 de março de 2010

Oui oui ... A França é aqui

Oui oui ... a França é aqui - a Revista do ano

Esse é o título do mais novo musical de revista que está no Teatro Maison de France no Rio de Janeiro. Estreou em 2009 e o sucesso foi tanto que o espetáculo voltou aos palcos cariocas com força total e grande brilho.

O elenco é espetacular. Todos merecem elogios: Gustavo Gasparani é um dos autores e está ótimo, arrancando gargalhadas como o Cristo Redentor e Henrique; Cristiano Gualda está perfeito como São Sebastião (Sebah, para os íntimos) e o inglês Mr. Reed; César Augusto é o menos destacado dos atores, mais por culpa dos seus personagens antagônicos; Gottscha arranca gargalhadas e emociona como Nega Tomásia e a cantora do Teatro; Ester Elias (que substitui Marya Bravo) tem uma voz privilegiada e interpreta com grande beleza Henriquetta e suas outras personagens; mas, mesmo com um elenco tão talentoso e harmoniosamente linkado, não há como negar que o grande destaque é Solange Badim no papel da Torre Eiffel. Solange encarna com perfeito humor a personalidade do francês e rouba a cena sempre que aparece em cena. Maravilhosa, hã!

Pois bem, para quem ainda não viu, é bom correr! Si tu vas a Rio, não perca!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Versão Brasileira

No início de 2010, os mestres do teatro musical carioca Charles Möeller e Cláudio Botelho nos presentearam com um espetáculo intimista e de imensa beleza: Versão Brasileira. Nele, Cláudio Botelho solta a voz cantando versões que fez das canções dos grandes compositores da Broadway como Cole Porter e Stephen Sondheim e ainda dos espetáculos com músicas brasileiras com Ópera do Malandro e 7 - o Musical.

Abertura: Dó-Ré-Mi / Vingativa


Losing My Mind


Malandro e Suburbano Coração


Let's Do It


So in Love


Na canção Let's Call the Whole Thing Off, de George e Ira Gershwin, Cláudio faz uma homenagem à sua amizade e parceria profissional com Charles Möeller. Pra ver a letra, clique aqui.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

domingo, 16 de agosto de 2009

"Let it be" & "Yeasterday"

O espetáculo Beatles num Céu de Diamantes, comandado pela genial dupla Möeller & Botelho, é um musical com a trilha sonora inteirinha só com música dos quatro rapazes de Liverpool.

Com atores-cantores excelentes, a peça mostra como temos profissionais de altíssima competência para Broadway nenhuma botar defeito.

Fica aqui o vídeo com uma das mais belas passagens do espetáculo: este dueto de magnífico lirismo.

Let it be & Yeasterday