segunda-feira, 15 de novembro de 2010

#Sondheim 06 - Rose's Turn

Gypsy é para o teatro musical americano o que Hamlet é para o teatro inglês. Um dos maiores clássicos da Broadway (já adaptado para o cinema e para a televisão), possui na partitura de Jule Styne a quintessência da música americana (sabendo harmonizar o vaudeville e o burlesco) e na sempre perfeita letra de Stephem Sonheim temos as emoções calcadas na palavra, levando sempre o seu toque de acidez.

Baseado na autobiografia de Gypsy Rose Lee, famosa stripper americana, o musical conta a tragetória de Louise (futura Gypsy), desde sua infância, ao lado de sua irmã June (que depois se tornara atriz de cinema), lideradas pela mãe: Rose.

Rose's Turn, o tour de force do espetáculo, é a última canção e é cantada, claro, por Mamma Rose. Uma canção que exige do intérprete extrema consiência emotiva e uma voz potente. Muitas estrelas tiveram essa responsabilidade e deram o máximo de si em suas performances.

A estreia do espetáculo, em 1959, na Broadway, teve Ethel Merman (a grande belting americana) como Mamma Rose:


Rosalind Russel na mal-sucedida versão para o cinema de Gypsy, em 1962:


Angela Lansbury deu vida a Mamma Rose nos palcos londrinos nos anos 70 e depois o encenou na Broadway. Este é o úncio registro em vídeo de sua performance (Rose's turn é a terceira canção):


Tyne Daly, em 1989:


Bette Midler na versão para a TV, em 1993:


Bernadette Peters no revival na Broadway, em 2003:


e em um de seus shows, em 2009:


Patti LuPone, em 2008:


A versão feita para a série musical Glee, em 2010:


Liza Minnelli em um show seu, em 1981:

Em 2010, o Brasil teve a sua primeira montagem de Gypsy, com Totia Meireles no papel de Mamma Rose. Infelizmene não temos um registro dela em Rose's Turn - garanto que foi excepcional! - portanto deixo-os com ela e Eduardo Galvão (o Herbie, na peça) na versão de Claudio Botelho de Small World: Nós somos um casal.

domingo, 10 de outubro de 2010

Das Rheingold (O Ouro do Reno) - MET 2010

PERFEIÇÃO. Não há outra palavra que melhor descreva a montagem de Robert Lepage de Das Rheingold para o Metropolitan Opera House, em Nova York.

Esta ópera de Richard Wagner é a primeira de uma tetralogia (o ciclo do Anel dos Nibelungos). Conheça mais sobre as 4 óperas aqui.

Lepage irá montar todo o ciclo dentro das temporadas 2010-2011 e 2011-2012 do MET. A sua montagem é um estrondo! O mais impressionante é a estrutura cenográfica do palco.


Muitos artistas foram prestigiar a estreia em Nova York:


O MET teve uma ideia genial: enquanto a ópera é montada no palco, ela está sendo simultaneamente reproduzida em qualidade HD para cinemas em 45 países. Foi assim que tive a oportunidade de assistir tamanha proeza cênica! Ainda teremos mais:


Aqui, Lepage e o a único James Levine (completando 40 anos no MET) agradecendo os aplausos depois da estreia:


Está imperdível, não????

Que tal conhecer um pouco da música de Wagner nesta ópera? Veja abaixo uma condensação da ópera em forma de desenho animado. Aqui está sendo cantada em inglês:

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Glitter and Be Gay

Da opereta Candide, esta canção é também conhecida como a Ária de Cunegonde (nome da personagem). É uma das mais difíceis árias para soprano-coloratura. Notas agudíssimas, stacattos e sustentações marcam os pontos altos da canção.

Após fugir de Westiphalia para sobreviver, Cunegonde se torna cortesã em Paris. Aqui ela canta a perda de sua honra e começa a se perguntar se não deveria parar de reclamar e aproveitar as jóias e a vida abastada que possui agora.

(aqui letra e a tradução)

Kristin Chenoweth


Natalie Dessay


Diana Damrau


Sumi Jo